Ser mãe ou pai é uma tarefa das mais desafiantes que existem, se nela incluirmos as consequências de uma separação ou divórcio, que assume proporções gigantescas.

A alienação parental ainda é um assunto pouco conhecido por grande parte da população, porém é um problema bastante comum e recorrente que vem crescendo a cada dia nas famílias que se encontram em um ambiente de separação conjugal

Atualmente, é cada vez mais comum os casais optarem por se desvencilhar de suas vidas conjugais. A partir desse acontecimento, é possível perceber que há várias outras preocupações pessoais envolvidas na separação dos cônjuges que acabam deixando de dar a devida atenção ao (s) filho(s). Outro ponto importante possível de perceber, e também muito comum, é os casais brigando informalmente ou judicialmente por seus direitos. Nessa “medição de forças” os pais podem, acabar posicionando os filhos contra seus antigos companheiros, ocasionando na(s) crianças(s) e/ou adolescente(s) sentimentos negativos e de rejeição à figura do outro. Porém é possível observar o impacto e o sofrimento que é causado na vítima, e a esse sofrimento é dado o nome de Síndrome de Alienação Parental.

É importante enfatizar que existe uma diferenciação entre a alienação parental e síndrome da alienação parental. Fonseca (2006) traz em seus escritos que enquanto a síndrome refere-se à conduta do filho que se recusa terminante e obstinadamente a ter contato com um dos progenitores, que já sofre as mazelas oriundas daquele rompimento, a alienação parental relaciona-se com o processo desencadeado pelo progenitor que intenta arredar o outro genitor da vida do filho. Na alienação parental pode ocorrer a implantação de falsas memórias.

As falsas memórias ocorrem quando o filho é convencido da existência de um fato e levado a repetir o que lhe é afirmado como tendo realmente acontecido. Nem sempre consegue discernir que está sendo manipulado e acaba acreditando naquilo que lhe foi dito de forma insistente e repetida, caracterizando e vivenciando o discurso como real. Com o tempo, nem o genitor alienador distingue mais a diferença entre verdade e mentira. A sua verdade passa a ser verdade para o filho, que vive com falsos personagens de uma falsa existência, implantando-se, assim, falsas memórias. Este passa a realmente acreditar no discurso do genitor alienador, podendo, inclusive, relatar fatos violentos e hostis que não ocorreram

A alienação parental comumente é decorrente da fragilidade na elaboração da separação (luto do relacionamento amoroso perdido) de um dos membros do casal. Este, ao buscar alternativas de vingança pelo sofrimento vivenciado ou chantagear em busca de uma reconciliação ou ganhos financeiros, encontro no filho uma ferramenta poderosa para agredir afetivamente o ex-parceiro. Quando não há uma elaboração adequada do luto conjugal, pode-se ter início um processo de destruição, de desmoralização, de descrédito do ex-cônjuge. Os filhos são levados a rejeitar o genitor, a odiá-lo. Tornam-se instrumentos da agressividade direcionada ao parceiro.

Importante levar em consideração que tanto o genitor alienado quanto o genitor alienador também sofrem e vivenciam as consequências das rupturas afetivas. O genitor alienador, na maioria dos casos, não consegue elaborar de forma adequada o luto da separação. Devido ao sofrimento com o fim do relacionamento, sentimentos comuns de abandono, rejeição e a dificuldade em lidar com isso, passa a usar o filho para atingir o ex-cônjuge visando uma forma de vingança. Iniciasse assim um processo de destruição dos laços afetivos, passando a dificultar ao máximo o contato do genitor alienado com o filho.

Neste processo o genitor alienado também sofre, pois há sempre um empecilho que dificulta ou até mesmo impossibilita-o de manter os laços afetivos com o filho. Este vê o filho passar a odiá-lo e evitar contato, muitas vezes tendo o discurso de que ele não é um bom cuidador, recusando as visitas ou as vivenciando como um sacrifício. O genitor alienado vê sua relação com o filho escorrer pelos dedos

A família é a base que fundamenta a personalidade de alguém, portanto esse jogo de acusações, difamações e desmoralização do outro acaba por trazer sérios prejuízos à sua saúde psíquica que podem perduram até a vida adulta.

Bruna Moreira – Neuropsicóloga Jurídica
Especialista em Alienação Parental Curitiba – PR

INSTAGRAM POST: https://www.instagram.com/p/CVBgrQqrJSW/

MINHA MATÉRIA – PORTAL CIDADE NO AR

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.

Bruna Moreira – Alienação Parental Bruna Moreira _ Alienacão Parental – INSTAGRAM
/