Obesidade Infantil e o papel da Família

 

Obesidade é uma doença! Crianças obesas estão expostas a estigmas de peso e podem ser vulneráveis a efeitos psicológicos, como depressão, e efeitos sociais, como o isolamento, bullyng.

 

Os primeiros anos enquanto ocorre o desenvolvimento cognitivo e motor é essencial que os pais optem por alimentos saudáveis e aleitamento materno.  O sobrepeso nos primeiros meses de vida tende a aumentar o risco de sobrepeso na média infância, e esse risco parece aumentar com a idade. Aos 4 ou 5 anos de idade, a obesidade é preocupante porque tende a persistir.

 

As consequências de tendências desfavoráveis, como o isolamento ou o retraimento social, podem contribuir para a exacerbação da obesidade por meio de vulnerabilidades psicológicas que aumentam a tendência a comer demais e a atividades sedentárias. É evidente que essas tendências desfavoráveis, o preconceito e a discriminação são parte da vida cotidiana dessas crianças com sobrepeso. Além disso, com o aumento da incidência de obesidade infantil, foram identificadas também outras consequências da obesidade para as crianças, entre as quais apneia obstrutiva do sono, problemas ortopédicos, hiperandrogenismo, diabetes do tipo 2 e doenças cardiovasculares.

 

O que causa Obesidade Infantil:

 

  • Dieta desequilibrada, rica em fast foods, alimentos industrializados e congelados, refrigerantes, doces e frituras;
  • Sedentarismo, uma vez que a atividade física ajuda a queimar as calorias ingeridas;
  • Histórico familiar de obesidade, uma vez que a doença tem influência genética e os maus hábitos alimentares podem ser ensinados de pai para filho;
  • Fatores psicológicos, como estresse ou tédio, dificuldades de aprendizagem, e outros transtornos que atrapalham a vida da criança podem interferir no seu emocional fazendo as crianças comerem mais do que o normal.

 

A obesidade infantil resulta de uma falha do sistema de autorregulação do corpo na modulação de influências ambientais em relação às propensões genéticas individuais. Diversos fatores envolvidos nas complexas interações genes-ambiente que causam a obesidade promoverão um equilíbrio energético positivo em longo prazo.

 

Os pais têm um papel fundamental a desempenhar para ajudar seus filhos a desenvolver hábitos alimentares saudáveis e um estilo de vida ativo. Como as crianças imitam o que vêem, não surpreende que os comportamentos alimentares dos próprios pais estejam associados aos comportamentos alimentares das crianças e a seu status de peso. As crianças preferem naturalmente os sabores doces e salgados e não precisam aprender a gostar desses alimentos.

 

No entanto, quando têm a oportunidade de experimentar repetidamente novos alimentos, como frutas, verduras e legumes, as crianças aprendem a gostar de alimentos que antes rejeitavam. Os estudos demonstram que podem ser necessárias de cinco a 16 exposições até que uma criança aceite um alimento novo. Vale a pena começar a praticar.

 

Embora seja aconselhável que os pais limitem o consumo pelas crianças de petiscos que não são saudáveis, e as encorajem a comer mais frutas, verduras e legumes, a restrição excessiva ou a pressão para que comam podem, na verdade, ter efeitos negativos sobre a ingestão de alimentos e sobre o peso da criança, por perturbar a capacidade natural da criança de controlar sua ingestão de alimentos. A pressão dos pais para que a criança coma certos alimentos pode reduzir a preferência da criança por esses alimentos, ao passo que a restrição excessiva pode encorajar o consumo exagerado dos alimentos proibidos quando estiverem disponíveis. Então o conselho é ensinar seu filho desde pequeno, ir inserindo alimentos saudáveis e reforçando o consumo durante seu crescimento. Caso, já tenha uma idade mais avançada, inicie aos poucos, monte pratos divertidos e pratique o bom exemplo.

 

Prevenção:

 

Pais e cuidadores devem ser modelos positivos para os comportamentos alimentares e físicos das crianças. Devem moldar comportamentos alimentares saudáveis e disponibilizar o mesmo para as crianças, de forma a reduzir seu risco de obesidade.

 

Neste aspecto, o conhecimento insuficiente dos pais sobre nutrição saudável, comportamentos alimentares não saudáveis e inatividade física pode resultar em comportamentos inadequados por parte dos filhos em relação à alimentação e às práticas de atividade física.

 

Os tratamentos têm maior probabilidade de serem eficazes se seu foco for à família e não apenas a criança obesa, se a família estiver motivada para fazer as mudanças necessárias em seu estilo de vida, se o tratamento for suficientemente duradouro e se focalizar, além da dieta, a modificação de comportamentos sedentários.

 

No entanto, a prevenção da obesidade provavelmente não terá resultados se o ambiente da criança não for considerado. Por exemplo, as pesquisas sugerem que a redução da publicidade de petiscos ajuda a evitar comportamentos alimentares prejudiciais. A qualidade nutricional de alimentos e bebidas servidos e vendidos nas escolas também deve ser melhorada. As crianças devem ser encorajadas a reduzir o consumo de refrigerantes e outras bebidas adoçadas com açúcar, a aumentar seu nível de atividade física e a reduzir sua exposição à televisão.

 

Para que a epidemia de obesidade infantil seja enfrentada, são urgentemente necessárias mudanças macroambientais que promovam a brincadeira e a atividade física.

 

Lembrando que infelizmente a obesidade é uma doença, e está cada vez crescendo mais, no Brasil essa doença atinge (2 milhões) de crianças POR ANO! (fonte, revista veja).

Posted aug 23, 2017 | by Bruna Moreira

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Posted aug 23, 2017 | by Bruna Moreira
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